sexta-feira, 13 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
É cada figura...
Além do visual maravilhoso, no Pelô ainda existem "figuras" que fazem parte da sua história. São moradores e trabalhadores que fazem parte da paisagem diária das ruas do pelourinho e divertem quem vai passear por lá.
Ao perceber que estava sendo fotografado, o vendedor de lembrancinhas faz pose pra foto.
Veja lista de alguns Museus no Pelourinho ou proximidades.
Museu do Palácio da Aclamação
Acervo: Mobiliário, quadros, colchas, objetos de decoração, cúpulas e lustres.Localização: Av. Sete de Setembro, 1.330, Passeio Público, Campo Grande - Tel: 71-3317-6146.
Museu Abelardo Rodrigues
Instalado no Solar do Ferrão. Acervo: 800 peças entre santos barrocos, gravuras e ourivesaria.Localização: Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho - Tel: 71 -3117-6381.Funcionamento: 3ª a 6ª feira de 9:00h às 18:00h e sábado e domingo de 10:00h às 18:00h
Museu da Catedral Basílica
Localização: Praça 15 de Novembro, s/nº, Terreiro de Jesus, s/nº, Centro Histórico -Funcionamento: 2ª feira a sáb. de 8:00h às 11:30h e de 13:30h às 17:30h
Museu de Arte Antiga e Popular Henriqueta Catharino
Acervo: Mobiliário de jacarandá, peças de vestuário, dentre estas, a cauda e saia usadas pela Princesa Isabel quando assinou a Lei Áurea; o solidéo do Papa Pio X e imagens sacras. Localização: Rua Monsenhor Floriano, 2, Instituto Feminino da Bahia, Politeama - Tel: 71-3329-5522.Funcionamento: 3ª feira a sáb. de 14:00h às 18:00h
Museu Eugênio Teixeira de Leal/Memorial do Banco Econômico
Conta a história do dinheiro e abriga uma biblioteca sobre a história social, econômica, política e cultural da Bahia.Acervo: Cerca de 5.000 peças, dentre elas, moedas, medalhas e, condecorações nacionais e estrangeiras, mobiliário, pintura, placas e troféus, documentos, fotografias, fitas cassetes e vídeos.Localização: Rua J. Castro Rabello, 1, Pelourinho - Tel.: 71-3321-9551/8308.Funcionamento: 2ª a 6ª feira de 9:00h às 12:00h e 13:00h às 17:00h. Não funciona nos finais de semana e nos feriados
Museu de Arqueologia e Etnologia dqa Ufba
Localização: Largo do Terreiro de Jesus s/nº, Centro - Tel: 3321-3971.Funcionamento: 2ª a 6ª feira de 8:00h às 17:00h
Museu São Bento
Acervo: Peças de arte sacra dos séculos XVII, XVIII e XIX. Localização: Av. Sete de Setembro, 1, Largo de São Bento, Centro - Tel: 3321-4744.Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 9:00h às 11:30h e das 13:00h às 16:30h
Museu Tempostal
Acervo: Cerca de 30 mil postais e fotografias da Bahia antiga. Localização: Rua Gregório de Matos, 33, Pelourinho - Tel: 3117-6382.. Funcionamento: 3ª a 6ª feiras de 9:00h às 18:00h e sábado e domingo de 10:00h às 18:00h. Exceto feriados
Museu da Cidade
Acervo: Orixás, bonecas de pano, fotos, terços, imagens sacras, trajes de baiana, tapeçarias, cerâmica, peças de uso pessoal do poeta Castro Alves e pinacoteca. Localização: Largo do Pelourinho, 3, Pelourinho - Tel: 3321-1967. Funcionamento: 2ª, 4ª, 5ªe 6ª feira de 9:30h às 18:30h, sábado de 13:00h às 17:00h e domingo de 9:00h às 13:00h. Exceto feriados
Museu das Portas do Carmo
Acervo: Parte da muralha que protegia a Cidade, canhões, armas e bandeiras.Localização: Praça José de Alencar, 13/19, Centro Histórico, Prédio do Restaurante Senac - Tel: 321-5502
Museu de Arte Moderna
Fundado em 1960, é instalado no Solar do Unhão em 1966. Acervo: Pinturas, gravuras, fotografias, desenhos e esculturas de nomes como Tarsila do Amaral, Portinari, Flávio de Carvalho, Di Cavalcanti, Rubem Valentim, Pancetti, Carybé, Mário Cravo, Sante Scaldaferri e outros.Localização: Av. do Contorno, s/nº, Solar do Unhão – Tel: 3117-6132. Funcionamento: 3ª a 6ª feira de 13:00h às 19:00h e sáb. e dom. de 14:00h às 20:00h. Exceto feriados
Museu de Arte Sacra da UfbaAntigo Convento de Santa Tereza, Obra das Carmelitas Descalças
Acervo: Objetos barrocos em madeira, pedra-sabão, barro e marfim; ourivesaria, pinturas em azulejos dos séc. XVII, XVIII e XIX, e coleções de artistas baianos.Localização: Rua do Sodré, 276, Largo Dois de Julho, Centro - Tel: 71-3243-6511. Funcionamento: 2ª a 6ª feira de 11:30h às 17:30h
Museu da Santa Casa de Misericórdia
Acervo: Painéis de azulejos portugueses do séc. XVIII e mobiliário do séc XIX.Localização: Rua da Misericórdia, 6, Sé - Tel:71- 3322-7355
Museu de Azulejaria e Cerâmica Udo Knoff:Localização: Rua Frei Vicente, Pelourinho - Tel: 71-3321-7579
Museu Afro-Brasileiro
Acervo: Peças da cultura africana e afro-brasileira. Localização: Praça 15 de Novembro, Terreiro de Jesus, s/nº, Antiga Faculdade de Medicina - Tel: 71-3321-0383. Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 9:00h às 17:00h.
Museu da Ordem Terceira de São Francisco: Acervo: Peças de arte sacra. Localização: Rua Inácio Aciolli, s/nº, Pelourinho - Tel: 71-3321-6968.Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 8:00h às 17:00h
Museu de Arqueologia e Etnologia da Ufba
Acervo: Objetos indígenas, pinturas e fotografias.Localização: Praça 15 de Novembro, Terreiro de Jesus, s/nº, Antiga Faculdade de Medicina - Tel: 321-3971. Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 9:00h às 17:00h. Exceto feriados
Museu Erótico: Instalado no GGB (Grupo Gay da Bahia)
Acervo: Representações do imaginário erótico popular através do artesanato nordestino, amazonense e mexicano, arte pré-colombiana; arte pop francesa e peças de sex shop.Localização: Rua Frei Vicente, 24, Pelourinho - Tel: 71-3321-1848.Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 9:00h às 12:00h e das 14:00h às 16:00h. Exceto feriados
Acervo: Mobiliário, quadros, colchas, objetos de decoração, cúpulas e lustres.Localização: Av. Sete de Setembro, 1.330, Passeio Público, Campo Grande - Tel: 71-3317-6146.
Museu Abelardo Rodrigues
Instalado no Solar do Ferrão. Acervo: 800 peças entre santos barrocos, gravuras e ourivesaria.Localização: Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho - Tel: 71 -3117-6381.Funcionamento: 3ª a 6ª feira de 9:00h às 18:00h e sábado e domingo de 10:00h às 18:00h
Museu da Catedral Basílica
Localização: Praça 15 de Novembro, s/nº, Terreiro de Jesus, s/nº, Centro Histórico -Funcionamento: 2ª feira a sáb. de 8:00h às 11:30h e de 13:30h às 17:30h
Museu de Arte Antiga e Popular Henriqueta Catharino
Acervo: Mobiliário de jacarandá, peças de vestuário, dentre estas, a cauda e saia usadas pela Princesa Isabel quando assinou a Lei Áurea; o solidéo do Papa Pio X e imagens sacras. Localização: Rua Monsenhor Floriano, 2, Instituto Feminino da Bahia, Politeama - Tel: 71-3329-5522.Funcionamento: 3ª feira a sáb. de 14:00h às 18:00h
Museu Eugênio Teixeira de Leal/Memorial do Banco Econômico
Conta a história do dinheiro e abriga uma biblioteca sobre a história social, econômica, política e cultural da Bahia.Acervo: Cerca de 5.000 peças, dentre elas, moedas, medalhas e, condecorações nacionais e estrangeiras, mobiliário, pintura, placas e troféus, documentos, fotografias, fitas cassetes e vídeos.Localização: Rua J. Castro Rabello, 1, Pelourinho - Tel.: 71-3321-9551/8308.Funcionamento: 2ª a 6ª feira de 9:00h às 12:00h e 13:00h às 17:00h. Não funciona nos finais de semana e nos feriados
Museu de Arqueologia e Etnologia dqa Ufba
Localização: Largo do Terreiro de Jesus s/nº, Centro - Tel: 3321-3971.Funcionamento: 2ª a 6ª feira de 8:00h às 17:00h
Museu São Bento
Acervo: Peças de arte sacra dos séculos XVII, XVIII e XIX. Localização: Av. Sete de Setembro, 1, Largo de São Bento, Centro - Tel: 3321-4744.Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 9:00h às 11:30h e das 13:00h às 16:30h
Museu Tempostal
Acervo: Cerca de 30 mil postais e fotografias da Bahia antiga. Localização: Rua Gregório de Matos, 33, Pelourinho - Tel: 3117-6382.. Funcionamento: 3ª a 6ª feiras de 9:00h às 18:00h e sábado e domingo de 10:00h às 18:00h. Exceto feriados
Museu da Cidade
Acervo: Orixás, bonecas de pano, fotos, terços, imagens sacras, trajes de baiana, tapeçarias, cerâmica, peças de uso pessoal do poeta Castro Alves e pinacoteca. Localização: Largo do Pelourinho, 3, Pelourinho - Tel: 3321-1967. Funcionamento: 2ª, 4ª, 5ªe 6ª feira de 9:30h às 18:30h, sábado de 13:00h às 17:00h e domingo de 9:00h às 13:00h. Exceto feriados
Museu das Portas do Carmo
Acervo: Parte da muralha que protegia a Cidade, canhões, armas e bandeiras.Localização: Praça José de Alencar, 13/19, Centro Histórico, Prédio do Restaurante Senac - Tel: 321-5502
Museu de Arte Moderna
Fundado em 1960, é instalado no Solar do Unhão em 1966. Acervo: Pinturas, gravuras, fotografias, desenhos e esculturas de nomes como Tarsila do Amaral, Portinari, Flávio de Carvalho, Di Cavalcanti, Rubem Valentim, Pancetti, Carybé, Mário Cravo, Sante Scaldaferri e outros.Localização: Av. do Contorno, s/nº, Solar do Unhão – Tel: 3117-6132. Funcionamento: 3ª a 6ª feira de 13:00h às 19:00h e sáb. e dom. de 14:00h às 20:00h. Exceto feriados
Museu de Arte Sacra da UfbaAntigo Convento de Santa Tereza, Obra das Carmelitas Descalças
Acervo: Objetos barrocos em madeira, pedra-sabão, barro e marfim; ourivesaria, pinturas em azulejos dos séc. XVII, XVIII e XIX, e coleções de artistas baianos.Localização: Rua do Sodré, 276, Largo Dois de Julho, Centro - Tel: 71-3243-6511. Funcionamento: 2ª a 6ª feira de 11:30h às 17:30h
Museu da Santa Casa de Misericórdia
Acervo: Painéis de azulejos portugueses do séc. XVIII e mobiliário do séc XIX.Localização: Rua da Misericórdia, 6, Sé - Tel:71- 3322-7355
Museu de Azulejaria e Cerâmica Udo Knoff:Localização: Rua Frei Vicente, Pelourinho - Tel: 71-3321-7579
Museu Afro-Brasileiro
Acervo: Peças da cultura africana e afro-brasileira. Localização: Praça 15 de Novembro, Terreiro de Jesus, s/nº, Antiga Faculdade de Medicina - Tel: 71-3321-0383. Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 9:00h às 17:00h.
Museu da Ordem Terceira de São Francisco: Acervo: Peças de arte sacra. Localização: Rua Inácio Aciolli, s/nº, Pelourinho - Tel: 71-3321-6968.Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 8:00h às 17:00h
Museu de Arqueologia e Etnologia da Ufba
Acervo: Objetos indígenas, pinturas e fotografias.Localização: Praça 15 de Novembro, Terreiro de Jesus, s/nº, Antiga Faculdade de Medicina - Tel: 321-3971. Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 9:00h às 17:00h. Exceto feriados
Museu Erótico: Instalado no GGB (Grupo Gay da Bahia)
Acervo: Representações do imaginário erótico popular através do artesanato nordestino, amazonense e mexicano, arte pré-colombiana; arte pop francesa e peças de sex shop.Localização: Rua Frei Vicente, 24, Pelourinho - Tel: 71-3321-1848.Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 9:00h às 12:00h e das 14:00h às 16:00h. Exceto feriados
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Em cada esquina uma descoberta, uma surpresa...
Todo mundo que visita Salvador, tem que passar pelo menos um dia conhecendo e passeando no Pelourinho. Observando suas ruas, construções históricas, provar da comida e principalmente do acarajé, conhecer parte da sua história, visitar igrejas e museus, comprar uma lembrançinha, tirar fotos, amarrar uma fitinha do senhor do bonfim no braço e fechar o passeio curtindo a noite no Pelô. Quem visita Salvador, precisa visitar o Pelourinho.
No ano de 1991, o Pelourinho começou a ser restaurado, o que o tornou uma área muito atrativa para turistas e ponto de encontro de muitos baianos também. Hoje é declarado Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO.
Sua gente...
quarta-feira, 4 de junho de 2008
O artista!
terça-feira, 3 de junho de 2008
A História!!!
A história do Pelourinho se confunde, em muito, com a história da própria cidade de Salvador, que Tomé de Souza, primeiro Governador Geral do Brasil, fundou em 1549, vindo com ordens expressas do rei de Portugal para construir uma "cidade fortaleza".
Feita em caráter de urgência e preocupação, essa medida do Rei de Portugal, D. João III, atendia à necessidade de defesa da nossa terra, constantemente invadida por corsários que vinham retirar, com a ajuda indígena, as riquezas naturais da então colônia portuguesa, principalmente o pau-brasil e a cana de açúcar.
Salvador foi escolhida como sede de governo devido à excelente localização geográfica e estratégica posição econômica, como principal porto de carga e descarga de mercadorias de todo o Nordeste.
Logo que chegou aqui, Tomé de Souza tratou de cumprir as ordens do rei, fundando a cidade cujo nome homenageia Jesus Cristo -o Salvador, no melhor ponto para a construção da "cidade fortaleza", o hoje chamado Pelourinho, local ideal de suas pretensões.
As razões que levaram a escolha do Pelourinho são bastante claras. É a parte mais alta da cidade, em frente ao porto, perto do comércio e naturalmente fortificada pela grande depressão existente que forma uma muralha, de quase noventa metros de altura, por quinze quilômetros de extensão, o que facilitaria a defesa de qualquer ameaça vinda do mar.
Em poucos anos, Tomé de Souza construiu uma série de casarões e sobrados, na parte superior dessa muralha, todas inspiradas, evidentemente, na arquitetura barroca portuguesa e erguidos com mão de obra escrava negra e indígena. Para dar maior proteção à cidade, o Governador Geral limitou o acesso a apenas quatro portões, estes totalmente destruídos durante as tentativas sem sucesso, de dominação da cidade no séc. XVII.
Na verdade, o termo "pelourinho" é o nome dado ao local onde os escravos eram castigados pelos senhores de engenho. O "pelourinho" era construído nos engenhos, afastado da cidade. A fim de demostrar à população sua força e poder, os senhores de engenho resolveram construir um "pelourinho" no centro da cidade, instalando-o no largo central, hoje área localizada em frente acasa de Jorge Amado. A partir daí os escravos eram castigados em praça pública para que todos pudessem assistir tal demonstração de poder. Devido a esse fato o "pelourinho" virou ponto de referência da cidade, dando nome ao antigo centro da cidade, e hoje Centro Histórico de Salvador.
Com o passar dos tempos, o nome Pelourinho se popularizou, tanto na Bahia quanto no Exterior, passando a referir-se a toda a área do conjunto arquitetônico barroco-português compreendida entre o Terreiro de Jesus e a Igreja do Passo.
Durante o séc. XVI e até o início do séc. XX, o Pelourinho foi o bairro da aristocracia soteropolitana, composta de senhores de engenho, políticos, grandes comerciantes e o clero, por isso a forte influência européia na sua arquitetura e o grande número deigrejas num espaço geográfico tão pequeno e, certamente, o mais antigo da cidade.
Foi justamente nessa época que o poder político da cidade concentrava-se nesse local que ainda tem monumentos como a Câmara Municipal, sede da Prefeitura, a Assembléia Legislativa e a sede do Governo do Estado. Porém, hoje em dia, apenas a Câmara e a Prefeitura continuam com suas sedes no Centro Histórico.
Infelizmente, a partir da década de 60, o Pelourinho começou a sofrer um terrível processo de degradação política, social e econômica, pois a cidade sofria um intenso processo de modernização econômica que transformou sensivelmente a sua estrutura ganhando novos centros comerciais e industriais, e novos bairros geográficos.
O Pelourinho foi se tornando um local totalmente abandonando, onde a marginalidade e a prostituição imperavam, junto a monumentos em ruína e desabamentos, ocupados por pessoas exiladas do novo centro da cidade. Esse descaso adiou o reconhecimento do Pelourinho, como patrimônio da humanidade, porém reconhecido pela UNESCO, em 5 de novembro de 1985.
Feita em caráter de urgência e preocupação, essa medida do Rei de Portugal, D. João III, atendia à necessidade de defesa da nossa terra, constantemente invadida por corsários que vinham retirar, com a ajuda indígena, as riquezas naturais da então colônia portuguesa, principalmente o pau-brasil e a cana de açúcar.
Salvador foi escolhida como sede de governo devido à excelente localização geográfica e estratégica posição econômica, como principal porto de carga e descarga de mercadorias de todo o Nordeste.
Logo que chegou aqui, Tomé de Souza tratou de cumprir as ordens do rei, fundando a cidade cujo nome homenageia Jesus Cristo -o Salvador, no melhor ponto para a construção da "cidade fortaleza", o hoje chamado Pelourinho, local ideal de suas pretensões.
As razões que levaram a escolha do Pelourinho são bastante claras. É a parte mais alta da cidade, em frente ao porto, perto do comércio e naturalmente fortificada pela grande depressão existente que forma uma muralha, de quase noventa metros de altura, por quinze quilômetros de extensão, o que facilitaria a defesa de qualquer ameaça vinda do mar.
Em poucos anos, Tomé de Souza construiu uma série de casarões e sobrados, na parte superior dessa muralha, todas inspiradas, evidentemente, na arquitetura barroca portuguesa e erguidos com mão de obra escrava negra e indígena. Para dar maior proteção à cidade, o Governador Geral limitou o acesso a apenas quatro portões, estes totalmente destruídos durante as tentativas sem sucesso, de dominação da cidade no séc. XVII.
Na verdade, o termo "pelourinho" é o nome dado ao local onde os escravos eram castigados pelos senhores de engenho. O "pelourinho" era construído nos engenhos, afastado da cidade. A fim de demostrar à população sua força e poder, os senhores de engenho resolveram construir um "pelourinho" no centro da cidade, instalando-o no largo central, hoje área localizada em frente acasa de Jorge Amado. A partir daí os escravos eram castigados em praça pública para que todos pudessem assistir tal demonstração de poder. Devido a esse fato o "pelourinho" virou ponto de referência da cidade, dando nome ao antigo centro da cidade, e hoje Centro Histórico de Salvador.
Com o passar dos tempos, o nome Pelourinho se popularizou, tanto na Bahia quanto no Exterior, passando a referir-se a toda a área do conjunto arquitetônico barroco-português compreendida entre o Terreiro de Jesus e a Igreja do Passo.
Durante o séc. XVI e até o início do séc. XX, o Pelourinho foi o bairro da aristocracia soteropolitana, composta de senhores de engenho, políticos, grandes comerciantes e o clero, por isso a forte influência européia na sua arquitetura e o grande número deigrejas num espaço geográfico tão pequeno e, certamente, o mais antigo da cidade.
Foi justamente nessa época que o poder político da cidade concentrava-se nesse local que ainda tem monumentos como a Câmara Municipal, sede da Prefeitura, a Assembléia Legislativa e a sede do Governo do Estado. Porém, hoje em dia, apenas a Câmara e a Prefeitura continuam com suas sedes no Centro Histórico.
Infelizmente, a partir da década de 60, o Pelourinho começou a sofrer um terrível processo de degradação política, social e econômica, pois a cidade sofria um intenso processo de modernização econômica que transformou sensivelmente a sua estrutura ganhando novos centros comerciais e industriais, e novos bairros geográficos.
O Pelourinho foi se tornando um local totalmente abandonando, onde a marginalidade e a prostituição imperavam, junto a monumentos em ruína e desabamentos, ocupados por pessoas exiladas do novo centro da cidade. Esse descaso adiou o reconhecimento do Pelourinho, como patrimônio da humanidade, porém reconhecido pela UNESCO, em 5 de novembro de 1985.
FONTE: http://www.mercuri.com.br/historia2.html
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Os trabalhadores do Pelô
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